Dossiê
Paulo Cottê, fotógrafo contemporâneo brasileiro, nascido em 1977.
A primeira máquina fotográfica que colocou as mãos foi uma Nikon fm 35mm, emprestada do seu amigo e publicitário, Paulo Fernando, ficou fascinado com a possibilidade de fazer “o que ele queria” junto com as 3 lentes que vieram, uma 18-55mm, 50mm e uma 70-200mm. Logo apaixonou-se pelo trabalho dos mestres Henri Cartier-Bresson, Sebastião Salgado, Robert Capa, Man Ray e André Kertesz.
O mais importante trabalho de Henri, “Images à la Sauvette”, publicado em inglês sob o título “The Decisive Moment”, e sua paixão pelo fugaz, pelo átimo, por seu jeito de perceber e registrar cenas, o levou a desejar um olhar mais denso e apurado.
Sebastião Salgado lançou em 1996 o livro “Trabalhadores” , a dramaticidade do contraste das cores, formas e sutilezas o deixaram mais exigente com a forma de agir com o elemento, o desejo de envolvimento com o elemento tornou-se mais profundo e real.
Man Ray e André Kertesz, responsáveis por inovações artísticas na fotografia, altamente clássicos e com profundos valores humanísticos, foram bases sólidas para sua formação.
As Formas tornaram-se ambiguidades com incontáveis vertentes para o minimo de luz que poderia existir no diafragma daquela Nikon Fm, como algo surgido da imaginação, ou um sonho, ou um impulso do subconsciente.
“Agradeço a Paulo Fernando e Ana Maria, pela Amizade tão incrivel, a Marcos Issa, Adri Felden e Argos foto por todo carinho, paciência, amizade e oportunidade durante estes anos todos.”